Lagarto vive realmente uma Democracia?
Inicialmente, cabe definir o termo Democracia, a qual consiste no
resultado da combinação de duas palavras gregas, DEMOS que significa Povo,
KRATEN que significa governar. Por tanto, democracia é o governo do Povo.
A democracia difere da Monarquia, que é o governo de um só, o Rei, e,
também, é diferente da aristocracia, que é o governo de alguns poucos. Na
aristocracia, existe uma ideia de que quem governa tem alguma diferença em
relação aos demais da sociedade, como o nascimento, a quantidade de riqueza, dentre
outros.
Na Democracia, todo o povo deve tomar as decisões básicas e importantes
em relação ao viver em comum, ou seja, as políticas públicas. Assim, a
democracia é governo do povo, pelo povo, e para o povo, como diz Abrahn Lincoln,
ex – presidente do USA.
Do Povo, porque a soberania é um
patrimônio coletivo, pertence a todos. É necessário a participação de todos na
tomada de decisão que afeta o coletivo. Pelo Povo, porque aqueles que estão
incumbidos de exercer o poder são também pessoas do povo. O exercício do poder
não torna ninguém diferente ou especial. Para o povo, pois deve ser voltado
para o bem comum e não para um determinado grupo ou pessoa específica.
Em uma Constituição Democrática, os parlamentos têm uma importância
especial, pois está ligado cada vez mais ao conceito de democracia. As casas
legislativas se tornam, por excelência, o espaço para a construção dos
entendimentos que tenham legitimidade.
A legitimidade dos parlamentos se consolida, pois, seus representantes
são eleitos em tempos e tempos, por todo um povo. A democracia indireta ou
representativa, é aquela desenvolvida por intermédio do voto do eleitor.
Importa retratar, ademais, que, princípio importante da democracia, é a
igualdade entre todos os cidadãos, porquanto, em termos de prática política, o
interesse coletivo deve ser prioridade, com o escopo de beneficiar o maior
número de pessoas, indistintamente.
Depois de analisado todo esse conceito formal e prático, se faz
necessário um comparativo, com a Política lagartense, na terra de Sílvio Romero
e Luiz Antônio Barreto. O governo e o parlamento, são realmente exercidos para
o bem comum? Ou a democracia aqui está mais para uma aristocracia, onde um clã
domina a política por causa do seu nascimento (família), ou de seu dinheiro
(poder Econômico), além do poder de comunicação (rádios). Os eleitos são
escolha soberanas do povo, e são também pessoas comuns, que não se acham donas
da coisa pública? A realidade se apresenta de forma clara, imparcial, ou é
construída por meio de castas? Os bem-nascidos imperam ou há oportunidades
igualitárias? São dúvidas que precisam ser maturadas e, ao longo do tempo,
explicadas.
Se faz indispensável, portanto, refletir como acontece o governo do povo,
em Lagarto. Precisamos, no termo integral da palavra Democracia, pensar no bem
comum, e, para isso, as peças do xadrez político precisam, a nosso
entendimento, mudar, para que pessoas simples do povo possam, naturalmente,
ocupar cargos de relevância, proporcionando, assim, maior chance de haver o tão
esperado bem-comum.
Itamar Santana é Advogado e Presidente do Cidadania local.
Viver em democracia,fazer democracia e praticar são ações nobres que dependem muito da educação. Quem pode exibir isso com 13 anos de vivência de regime sem ordem .....sem nada.???
ResponderExcluirDemocracia é para democratas e estes não nascem de semente ou enxerto de capoeira .....é uma filosofia de vida alicerçada em ações ecumênicas com o foco em Deus.
Grato pela atenção
Colina Branco